Descobertas do mês de Novembro
CRISPR e APOE4: Editando o risco genético – 24 de novembro de 2025
Pesquisas publicadas na revista Brain e discutidas em centros como Stanford indicam que a tecnologia CRISPR está sendo usada com sucesso para restaurar o metabolismo da beta-amiloide em portadores do gene de risco APOE4.
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Detalhes do estudo
O estudo demonstrou que a edição gênica via CRISPR de microRNAs específicos (como o miR-33) pode restaurar a lipidação da proteína ApoE. Isso ajuda o cérebro a "limpar" a beta-amiloide de forma natural, um processo que é severamente prejudicado em pessoas que possuem a variante genética APOE4.
A capacidade de modificar a expressão gênica ou os produtos desses genes em pacientes vivos abre a porta para uma "vacina genética" ou tratamento de dose única para indivíduos com alta predisposição hereditária ao Alzheimer.
A aplicação do CRISPR no Alzheimer marca a transição da neurologia para a era da medicina genômica, onde o foco não é apenas remediar sintomas, mas corrigir falhas metabólicas na raiz da biologia do paciente.
Inflamação cerebral é chave para o estabelecimento do Alzheimer – 18 de novembro de 2025
Pesquisa conduzida por um laboratório na Universidade Federal do Rio Grande do Sul indica que a ativação da microglia e a inflamação cerebral são essenciais para que o acúmulo de proteínas β‑amilóide e tau desencadeie a doença de Alzheimer.
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Detalhes do estudo
O estudo, publicado na Nature Neuroscience, mostrou que as proteínas patológicas (β‑amilóide e tau) apenas provocam alterações neurodegenerativas quando há ativação de microglia e astrócitos células envolvidas na resposta imune do cérebro. Em modelos experimentais, isso desencadeou um estado de neuroinflamação que precede e intensifica mudanças patológicas clássicas da doença.
Se os resultados se confirmarem em ensaios clínicos em humanos, essa substância poderia se tornar uma opção terapêutica inovadora para Alzheimer, potencialmente agindo diretamente sobre a patologia da proteína β‑amilóide, que é um dos principais alvos terapêuticos na doença.
O estudo representa um avanço promissor no desenvolvimento de moléculas com ação terapêutica contra Alzheimer, mostrando que compostos químicos inovadores podem ser eficazes além dos tratamentos atualmente disponíveis.
Modelo de IA da Mayo Clinic prediz Alzheimer anos antes dos sintomas – 13 de novembro de 2025
Uma nova ferramenta de predição desenvolvida por cientistas da Mayo Clinic utiliza inteligência artificial para avaliar o risco de um indivíduo desenvolver Alzheimer ou comprometimento cognitivo leve.
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Detalhes do estudo
Publicado na The Lancet Neurology, o modelo de predição analisa níveis de proteína amiloide via PET scan e outros biomarcadores para calcular a probabilidade de declínio cognitivo. A inovação não reside apenas no exame em si, mas na forma como a IA cruza dados de pacientes assintomáticos para identificar padrões de risco que escapam à análise humana convencional.
Essa ferramenta permite que médicos identifiquem pacientes de "alto risco" muito antes da perda de memória, possibilitando intervenções preventivas precoces e a seleção mais precisa de candidatos para ensaios clínicos de novas drogas.
O estudo consolida a mudança de paradigma no tratamento do Alzheimer: o foco deixa de ser o diagnóstico da demência instalada e passa a ser a gestão do risco biológico em estágios pré-clínicos.
Pesquisadores desenvolvem composto químico com potencial contra Alzheimer – 08 de novembro de 2025
Uma equipe da Universidade Federal do ABC (UFABC) desenvolveu um novo composto químico que, em testes com ratos, mostrou capacidade de reduzir as placas de proteína beta‑amilóide associadas à doença de Alzheimer, com resultados promissores em estágios pré‑clínicos.
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Detalhes do estudo
O composto foi projetado com base em simulações computacionais (in silico) e depois testado em células e em modelos animais (in vitro e in vivo). Os testes em ratos demonstraram eficácia na redução de agregados de β‑amilóide no cérebro, além de melhora em parâmetros comportamentais, sugerindo um impacto positivo sobre déficits cognitivos em modelos de Alzheimer.
Se os resultados se confirmarem em ensaios clínicos em humanos, essa substância poderia se tornar uma opção terapêutica inovadora para Alzheimer, potencialmente agindo diretamente sobre a patologia da proteína β‑amilóide, que é um dos principais alvos terapêuticos na doença.
O estudo representa um avanço promissor no desenvolvimento de moléculas com ação terapêutica contra Alzheimer, mostrando que compostos químicos inovadores podem ser eficazes além dos tratamentos atualmente disponíveis.
Composto químico brasileiro apresenta resultados positivos contra Alzheimer – 07 de novembro de 2025
Pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) desenvolveram uma nova substância química que demonstrou potencial para proteger neurônios e reduzir placas amiloides em testes pré-clínicos.
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Detalhes do estudo
O composto foi testado em modelos de roedores e mostrou uma redução significativa na morte celular e na inflamação. A substância atua em múltiplos alvos da doença simultaneamente, o que é uma vantagem sobre terapias de alvo único.
Este novo composto pode se tornar uma alternativa de baixo custo em comparação com os anticorpos monoclonais caros (como o Lecanemab), tornando o tratamento do Alzheimer mais acessível em países em desenvolvimento.
A ciência brasileira continua na vanguarda, provando que é possível desenvolver moléculas complexas e eficazes para doenças neurodegenerativas dentro do país.