Descobertas do mês de Setembro
Uncovering Alzheimer’s Disease Progression via SDE-based Spatio-Temporal Graph Deep Learning – 26 de setembro de 2025
Este estudo desenvolve um modelo de deep learning baseado em grafos espaciais e temporais para identificar biomarcadores de Alzheimer e prever sua progressão usando dados longitudinais de fMRI.
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Detalhes do estudo
Utilizando dados dos bancos OASIS-3 e ADNI, o modelo foca em padrões de conectividade cerebral que mudam ao longo do tempo, identificando regiões críticas associadas à progressão da doença.
Essas ferramentas podem ajudar a detectar mudanças cerebrais sutis antes de sintomas clínicos marcantes, abrindo caminho para diagnósticos mais precoces e intervenções personalizadas.
Modelos baseados em grafos spatio-temporais podem revelar novos biomarcadores e oferecer insights funcionais importantes para Alzheimer.
EEG mostra perturbações de rede no espectro Alzheimer –25 de setembro de 2025
Um estudo observacional usando EEG revelou alterações nas redes cerebrais ao longo do espectro da doença de Alzheimer, através de uma análise chamada minimum spanning tree (árvore de extensão mínima), oferecendo uma abordagem diferente para detectar padrões de disfunção cerebral.
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Detalhes do estudo
Ao comparar sinais de EEG em indivíduos com estágios variados da doença, os pesquisadores mapearam mudanças no padrão de conectividade cerebral que acompanham o avanço clínico de Alzheimer.
Esse tipo de análise pode complementar métodos diagnósticos tradicionais, oferecendo uma maneira de quantificar alterações funcionais no cérebro de maneira não invasiva.
Os resultados apoiam o uso de EEG avançado como ferramenta de pesquisa para compreender alterações funcionais no cérebro ao longo da progressão da doença.
Este artigo de perspectiva, publicado por especialistas internacionais, discute as principais controvérsias atuais na pesquisa e no tratamento da doença de Alzheimer, especialmente em relação às terapias modificadoras da doença, como os anticorpos anti-β-amiloide. O texto analisa limites dos modelos atuais, interpretações conflitantes de ensaios clínicos e propõe caminhos futuros para pesquisa, diagnóstico e cuidado clínico.
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Detalhes do estudo
Os autores revisam criticamente os resultados de grandes ensaios clínicos recentes, incluindo aqueles que demonstraram redução de placas amiloides, mas com benefícios cognitivos modestos ou discutíveis. O artigo debate a centralidade da hipótese amiloide, questionando se a remoção de placas, isoladamente, é suficiente para alterar de forma clinicamente relevante a progressão da doença. Também são abordados fatores como inflamação cerebral, tauopatias, vulnerabilidade vascular, envelhecimento sistêmico e heterogeneidade biológica entre pacientes.
A discussão é fundamental para a prática clínica, pois impacta decisões sobre indicação de tratamentos caros, com potenciais efeitos adversos, e benefícios ainda limitados. O artigo reforça a necessidade de estratificação de pacientes, identificação de subgrupos que realmente se beneficiam das terapias atuais e maior cautela na extrapolação de resultados de ensaios para a prática cotidiana.
O artigo conclui que o futuro da pesquisa em Alzheimer deve ir além de uma única hipótese patológica, integrando abordagens multimodais que considerem inflamação, tau, fatores vasculares e envelhecimento cerebral. Defende-se uma mudança de paradigma: de tratamentos universais para estratégias personalizadas, com foco em diagnóstico precoce, prevenção e intervenções combinadas ao longo do curso da doença.
SSL-AD: Spatiotemporal Self-Supervised Learning for Alzheimer’s Prediction Tasks and Datasets –12 de setembro de 2025
Este estudo adapta métodos de self-supervised learning (aprendizado auto-supervisionado) para análise de imagens cerebrais (MRI) com foco em modelos preditivos de Alzheimer. O modelo proposto supera métodos supervisionados em várias tarefas diagnósticas, mostrando melhor generalização e adaptabilidade em diferentes bancos de dados.
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Detalhes do estudo
Os autores treinam redes neurais auto-supervisionadas em 3.161 pacientes usando dados de múltiplos datasets públicos, incluindo imagens 3D de MRI cerebrais. O método melhora a classificação diagnóstica, detecção de conversão e previsão futura da conversão clínica.
Melhorar a generalização de modelos de aprendizado de máquina para Alzheimer pode acelerar e tornar mais precisos diagnósticos baseados em neuroimagem, potencialmente oferecendo um suporte robusto para decisões clínicas automatizadas.
Modelos auto-supervisionados mostram grande potencial em tarefas de previsão e diagnóstico de Alzheimer, com aplicabilidade em contextos clínicos variados.
Micro e nanoplásticos podem desencadear condições parecidas com Alzheimer em camundongos –10 de setembro de 2025
Um estudo da University of Rhode Island mostrou que micro e nanoplásticos podem se acumular no cérebro de camundongos e desencadear alterações semelhantes às observadas na doença de Alzheimer, indicando potenciais riscos ambientais.
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Detalhes do estudo
Os pesquisadores expuseram camundongos a partículas de plástico ambiental e observaram acumulações cerebrais e sinais de disfunção cognitiva parecida com Alzheimer.
Se os resultados se confirmarem em modelos mais avançados ou humanos, isso pode implicar que a exposição ambiental a microplásticos é um fator de risco adicional que contribui para a neurodegeneração.
A pesquisa abre uma linha de investigação emergente sobre influências ambientais na neurodegeneração, sugerindo que mais estudos são necessários para avaliar sua relevância em humanos.
Detecção de ferro cerebral por ressonância magnética pode ser caminho para prever alzheimer –10 de setembro de 2025
Um estudo observado por meio de ressonância magnética detectou acúmulo de ferro no cérebro que pode estar associado a sinais precoces de Alzheimer, sugerindo uma possível biomarcador de risco antes que os sintomas cognitivos apareçam.
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Detalhes do estudo
A ressonância magnética identificou níveis mais altos de ferro em algumas regiões cerebrais de participantes, o que pode estar relacionado a processos neurodegenerativos ou inflamatórios associados à doença.
Identificar alterações de ferro no cérebro pode ajudar a antecipar a evolução da doença, potencialmente integrando novas rotinas diagnósticas por imagem.
Este achado aponta para uma possível forma adicional de rastrear Alzheimer de maneira não invasiva, mas mais pesquisas são necessárias para validar a utilidade clínica da técnica.
Exame de sangue simples pode identificar Alzheimer anos antes dos sintomas – 09 de setembro de 2025
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriram que proteínas específicas no sangue estão fortemente associadas a sinais iniciais de declínio cognitivo e perda de memória em adultos hispânicos e latinos, indicando que um exame de sangue simples pode permitir diagnóstico precoce de Alzheimer.
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Detalhes do estudo
A pesquisa analisou perfis proteômicos de participantes sem sintomas clínicos e encontrou correlações entre níveis alterados de várias proteínas e alterações cognitivas, muito antes do surgimento dos primeiros sintomas típicos da doença.
Um exame de sangue com sensibilidade para detectar mudanças muito antes dos sintomas clínicos poderia transformar a prática médica, tornando possível iniciar estratégias preventivas ou terapêuticas mais precocemente.
Este avanço representa um passo importante rumo à detecção precoce de Alzheimer com um método menos invasivo e potencialmente amplamente acessível clinicamente.
Flexible Multimodal Neuroimaging Fusion for Alzheimer’s Disease Progression Prediction – 08 de setembro de 2025
Pesquisa apresenta um novo método chamado PerM-MoE para integrar vários tipos de imagens cerebrais (MRI, PET etc.) com o objetivo de prever a progressão do Alzheimer, mesmo quando dados estão faltando.
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Detalhes do estudo
O modelo foi testado com dados do ADNI (Alzheimer’s Disease Neuroimaging Initiative), comparando seu desempenho com outros métodos multimodais. O PerM-MoE mostrou melhor desempenho sob diferentes cenários de dados incompletos.
Essa abordagem oferece ferramentas mais resilientes para previsão de declínio cognitivo, algo crítico para intervenções precoces e monitoramento de pacientes com Alzheimer.
Modelos multimodais flexíveis podem ser essenciais para previsão individualizada da progressão da doença, mesmo em situações clínicas reais com dados incompletos.
A perda de lítio desencadeia Alzheimer mas composto de lítio pode reverter a doença em camundongos – 01 de setembro de 2025
O estudo mostrou que a deficiência de lítio acelera o Alzheimer em camundongos, enquanto a reposição com orotato de lítio reverteu os déficits de memória. Esses achados indicam potencial terapêutico do lítio para prevenção ou tratamento precoce da doença.
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Detalhes do estudo
Pesquisadores da Universidade Harvard investigaram camundongos com deficiência de lítio cerebral e observaram que essa falta acelerava o desenvolvimento de alterações associadas ao Alzheimer. A administração de orotato de lítio, um composto que não se liga às placas beta-amiloides, reverteu os danos e restaurou a memória dos animais.
O estudo sugere que o lítio pode ter um papel protetor contra a progressão do Alzheimer, indicando potencial para novas abordagens preventivas ou terapêuticas em humanos.
A reposição de lítio demonstrou restaurar funções cognitivas em modelos animais, mostrando promessa como estratégia futura para prevenção ou tratamento precoce do Alzheimer, embora sejam necessários estudos clínicos em humanos.